quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Freedom

Na verdade, tem uma mão cheia de tudo, mas vê-a cheia de nada...
Objecto de desejo, mas sem entrega. Talvez com entrega, mas apenas uma pequena parte de todo o seu ser que sabe ser grande e cheio de todo um mundo para dar! Nesse pouco da sua entrega, não deixa que ninguém invada os seus pensamentos ou ouse duvidar da verdade dos seus beijos e da ternura dos seus carinhos... Está lá, mas a sua alma, é livre. Livre nos seus próprios desejos, vontades, tempos ou lugares - ela, é a única que poderá ser eternamente livre, mesmo que braços a apertem, bocas a suguem, ou corpos a façam pecar. A única.


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo" Elogio ao amor, Miguel Esteves Cardoso